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sexta-feira

Sexta Som - Frank Sinatra That's Life

Frank Sinatra passou por tantas coisas na vida, tantos
 altos e baixos que quando ouviu essa música pela primeira 
vez não sossegou até que a gravasse, mas o seu produtor
 queria uma versão que expressasse todo o ódio que um 
cantor poderia colocar na sua voz pra explicar os altos e baixos 
da vida, por isso depois que ele fez várias versões e achou que
 tinha encerrado, pegou suas coisas e foi embora, já na limusine
 ele foi abordado pelo seu produtor que disse que aquelas
 versões gravadas anteriormente estavam ruins e ele não
 colocaria o seu nome naquele material e fez Frank
 voltar e gravar mais uma versão, que ficou imortalizada
 no vinil Strangers in the Night, obviamente
Frank Sinatra não gostou muito, a letra é uma 
primazia, segue a tradução abaixo, espero que gostem!

Esse link é da versão raivosa!! 

Versão raivosa ouça aqui!




É a vida (é a vida), é o que todos dizem

Você está no alto em abril, derrubado em maio
Mas eu sei que mudarei essa história
Quando eu voltar ao topo, voltar ao topo em junho

Eu disse que é a vida (é a vida), e por mais estranho que pareça
Algumas pessoas se divertem pisoteando sonhos
Mas eu não deixo, deixo isso me deprimir
Porque esse velho e belo mundo continua a girar

Eu já fui um boneco, um indigente, um pirata, um poeta, um peão e um rei
Eu já estive por cima, por baixo, por dentro e por fora, e uma coisa eu sei
Toda vez que me encontro derrotado no chão
Eu sacudo a poeira e volto pra corrida

É a vida (é a vida), isso eu não posso negar
Eu pensei em desistir, mas meu coração simplesmente não aceita
E se eu não pensasse que valesse só uma tentativa
Eu pularia direto em um pássaro e então voaria

Eu já fui um boneco, um indigente, um pirata, um poeta, um peão e um rei
Eu já estive por cima, por baixo, por dentro e por fora, e uma coisa eu sei
Toda vez que me encontro derrotado no chão
Eu sacudo a poeira e volto pra corrida

É a vida (é a vida), é a vida e eu não posso negar
Muitas vezes já pensei em pular fora, mas meu coração não aceita
Mas se não houver nada de bom acontecendo nesse julho
Eu vou me rolar em uma grande bola e morrer

Nossa, nossa!

Sexta Som - Belchior faz 70 anos

por Paulo Cavalcanti


Nos 70 anos de Belchior tenho a honra de 
postar um texto do amigo Paulo Cavalcanti
sobre o Mestre Louco!
Espero que gostem! 

Belchior chega nesta quarta, 26, aos 70 anos. Mas se algum fã desavisado tem intenção em desejar parabéns pessoalmente para o artista, é melhor esquecer. Belchior ainda continua fora de circulação e com paradeiro desconhecido. O sumiço dele foi muito explorado na mídia nesses últimos tempos. Resumindo uma história complicada: devido à suposta influência de uma namorada, o artista teria desistido de tudo, incluindo família e carreira. Com isto, teria deixado um rastro de dívidas, alugueis atrasados, pendências trabalhistas e pensões alimentícia não pagas. Os entraves pessoais e legais de Belchior já duram cerca de uma década e pelo jeito ainda vão render muito.



Clique e leia a matéria completa!!

Som da Sexta - Eric Clapton o gênio da vida!


Blues, drogas, perdas e redenção: a vida tumultuada de Eric Clapton, o deus da guitarra

Sir Eric Patrick Clapton é considerado o maior guitarrista vivo. É uma das poucas lendas vivas do rock, ao lado de Bob Dylan e Paul McCartney. No início da carreira, em meados dos anos 1960, os muros de Londres amanheceram pichados com a expressão Eric is God (Eric é Deus) em uma referência à sua maneira peculiar e rápida de tocar. Nascido na cidade inglesa de Ripley, no dia 30 de março de 1945, até os nove anos pensava que seus avós - que o criaram- eram seus pais. A mãe verdadeira era a tia Patrícia. Ele nunca conheceu o pai. Na adolescência refugiou-se no violão onde, inspirado pelos grandes mestres do blues, desenvolveu um estilo único de tocar. Participou de vários grupos, sendo mais importante o Cream, considerado o primeiro supergrupo do rock, e que o projetou ao estrelato.

Eu demorei quase 1 hora pra escolher o vídeo que ilustraria essa matéria, depois de muito procurar cheguei nessa versão inesquecível de Bad Love de 1990, AUMENTA QUE é ROCK!!!!



Foi o primeiro músico convidado a tocar em um disco dos Beatles. Em 1968, George Harrison - que viria a ser seu amigo por toda a vida- o chamou para participar como solista da gravação do clássico While My Guitar Gently Weeps, no disco Álbum Branco, de 1968. Em sua estreita relação com o ex-beatle, acabou apaixonando-se por Pattie Bloyd, na época mulher de George, e que viria a ser anos mais tarde, a sua primeira esposa e para quem fez pelos duas canções famosas: Layla e Wonderful Tonight.

Mas a fama tem seu preço. E nos tumultuados anos 1970, o virtuose da guitarra quase morreu, pelo menos duas vezes, por causa do seu vício em heroína e álcool, do qual se recuperou há mais de 25 anos. Em 20 de março de 1991, Conor, seu filho de quatro anos com a modelo italiana Lori Del Santo, morreu depois de cair da janela de um apartamento de um prédio em Nova York. Em sua memória, Eric compôs outro clássico: Tears in Heaven

Em meados dos anos 1990, constrói uma clínica para a recuperação de dependentes químicos o Crossroads Centre na ilha caribenha de Antígua, que funciona até hoje. Eric Clapton já esteve várias vezes se apresentando no Brasil, sendo que a última foi em 2011 com shows lotados em Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo.

Atualmente está casado com Melia é pai de quatro filhas, Ruth, Julie, Ella e Sophie. Baseada em um livro autobiográfico, a ECOLÓGICO selecionou trechos de sua vida. Confira.

INFÂNCIA

“ No início da infância, quando tinha uns seis ou sete anos, comecei a desenvolver a sensação de que havia algo de diferente comigo. Um dia ouvi uma de minhas tias perguntar: ‘Você tem notícias da mãe dele?’ A verdade que enfim descobri foi que minha mãe e meu pai, Rose e Jack Clapp, de fato eram meus avós. Patricia, filha de Rose de um casamento anterior, era a verdadeira mãe e havia me dado o nome de Clapton.”

MÚSICA

“Conheci um garoto na escola que acabara de chegar a Ripley. Seu nome era John Constantine. Seus pais tinham uma radiovitrola. John tinha um disco de “Hound Dog”,o número 1 de Elvis, e tocávamos sem parar. Costumávamos assistir Sunday Nigth at the London Palladium, o primeiro show na televisão de artistas americanos. Uma noite Buddy Holly esteve lá e pensei que havia morrido e ido para o céu. Foi quando vi a minha primeira guitarra Fender. Era como ver um instrumento do espaço sideral, e eu disse a mim mesmo: ‘Isso é o futuro – é isso que eu quero’.

ERIC É DEUS

“A essa altura (1965, Clapton tocava na banda Bluesbreakers) as pessoas começaram a falar de mim como se eu fosse algum tipo de gênio, e ouvi dizer que alguém tinha escrito ‘ Clapton é Deus’ na parede da estação de Islington. Fiquei um pouco aturdido, e parte de mim afastou-se correndo daquilo. Mas outra parte de mim gostou da ideia, de que o que eu vinha cultivando todos aqueles anos.”

DROGAS

“As drogas foram o começo do fim da banda Derek e os Dominos. Não conseguimos fazer nada. Não conseguíamos trabalhar. Ficamos paralisados, e isso levou a uma hostilidade crescente entre nós. Foi um período de sério declínio em minha vida. A heroína levou também minha libido por completo, de modo que não tinha atividade sexual de nenhum tipo, e eu vivia cronicamente constipado.”

TRATAMENTO

“Atravessei meu mês de treinamento aos trancos e barrancos (11/1987), a exemplo do que havia feito da primeira vez. Certo dia, quando minha internação estava chegando ao fim, o pânico me atingiu. Então me lembrei do que tinha ouvido falar em rendição, por isso pedi socorro e, caindo de joelhos, me rendi. Em poucos dias percebi que havia acontecido alguma coisa comigo. Daquele dia até hoje, jamais deixei de rezar de manhã, de joelhos, pedindo ajuda, e à noite para expressar minha gratidão por minha vida e, acima de tudo por minha sobriedade. Se você está perguntando por que faço tudo isso, vou dizer... porque funciona, simples assim. De algum jeito, de alguma forma, meu Deus sempre esteve ali, mas agora eu havia apreendido a falar com ele.”

CLÍNICA CROSSROADS

“O objetivo era construir a clínica Crossroads em Antígua com vistas a atender toda a área do Caribe. Ficou entendido que, desde o início, poucos pacientes viriam das comunidades locais e, que precisaríamos promover o centro em outras regiões, atraindo pessoas dos Estados Unidos e Europa que pagariam para ir até lá, e assim financiariam leitos para os nativos que não pudessem pagar. Na verdade, era um esquema Robin Hood: tirar dos ricos para alimentar os pobres. Quanto mais pensava, mais empolgado ficava com o projeto que chamamos de Crossroad Centre.”

MORTE DO FILHO

“Saí cedo da cama, e estava pronto para cruzar a cidade para pegar Lori e Conor meu filho e levá-los ao Central ParkZoo. Por volta das 11 horas da manhã o telefone tocou, e era Lori. Estava histérica gritando que Conor estava morto. Naquela manhã, o faxineiro estava limpando as janelas e as havia deixado temporariamente abertas. Conor corria pelo apartamento brincando de esconde-esconde com a babá Ele simplesmente correu pela sala e foi direto janela afora.”

TEARS IN HEAVEN

“A mais forte das novas canções era ‘Tears in Heaven’. Eu a escrevi para indagar a questão que me fazia desde que meu avô havia falecido. ‘Vamos realmente nos encontrar de novo?’ Sua criação e desenvolvimento mantiveram-me vivo através do período mais negro de minha vida.A música foi lançada como single e foi um tremendo sucesso, a única número 1 escrita por mim. ”

GEORGE HARRISON

“Nesse período (1968) eu estava vendo George Harrison e Pattie cada vez mais, especialmente tendo em vista que agora éramos praticamente vizinhos. Lembro deles dedicando-se também a atividades de cupido. Entretanto, eu não estava interessado, porque outra coisa totalmente inesperada estava acontecendo: estava me apaixonando por Pattie. Certa noite estávamos sentados a sala grande de minha casa em Hurtwood quando ele disse: ‘Bem, suponho que seja melhor eu me divorciar dela’, ao que retruquei: ‘Bem, se você se divorciar dela, isso significa que terei que casar com ela!’ Foi como uma cena de roteiro de Woody Allen.”

Som da Sexta - Elza Soares a mulher do fim do mundo


Elza Soares é a mulher que a tudo sobreviveu. Elza Soares é um monumento brasileiro. Assina em A Mulher do Fim do Mundo um álbum de luta e de vida, o primeiro de originais aos 78 anos. A mulher vinda do planeta fome diz ao Ípsilon que quer "dar voz a toda a gente que está sofrendo"


No início dos anos 1980, uma velha amiga bateu à porta de Caetano Veloso. Disse-lhe que ia deixar de cantar. Tinha um filho doente em casa e ia trocar os concertos, cada vez mais escassos e mal pagos, por um trabalho que lhe desse alguma estabilidade. Na verdade, fora ao encontro do velho amigo para que ele lhe dissesse que não podia ser. E Caetano disse. “Era como se o lugar dela estivesse desaparecendo do cenário brasileiro. Mas o Brasil não podia fazer isso com ela. O Brasil não podia fazer isso consigo mesmo”. Não podia. E não fez.Pouco depois, em 1984, Caetano convida-a para fazer dueto em Língua, canção incluída no álbum Velô. Canção de amor à língua, canção a perspectivar-lhe um futuro na música brasileira (“samba-rap”, ouvimos por ali), música em que se diz: “nós canto-falamos como quem inveja negros / que sofrem horrores no gueto do Harlem / livros, discos, vídeos à mancheia / e deixem que digam, que pensem, que falem”. A canção não podia ser mais apropriada para Elza Soares, rainha sambista que sempre procurou mais longe, filha da favela autodefinida como “mulher forte e feminista” – “é a única forma de sair disso”, como diz em entrevista por telefone ao Ípsilon.
Elza Soares renasceu nos 1980 pela mão de Caetano Veloso. Renasceria novamente uma década depois, olhando em frente, buscando novos sons, novos cruzamentos, num álbum admirável, Do Cóccix até ao Pescoço (2002), que era funk e hip hop e cobertura electrónica com o coração no samba e um pé no jazz. Mulher irrequieta, tão desejosa de vida como maltratada por ela, mulher exemplo e cantora excepcional, tudo superou. Entrou no século XXI decidida a abraçá-lo como se estivesse a começar naquele preciso momento, decidida a mudar, como sempre, sendo nada mais que ela mesma.





Veja o restante da entrevista aqui!

Som da Sexta - CAVE

Eu ouvi essa música em um filme que é para poucos,
talvez por isso eu coloquei aqui, o filme chama Demolition
e tem um ator da nova safra (sempre sonhei em escrever isso,soa
tão culto) que realmente faz diferença, o seu nome é 
que tem um papel sensacional, louco, mas
que eu não estou aqui para contar, se quiser baixe o filme em
algum site que tem "pelos montes" no google, eu quero é falar 
do som da banda CAVE, a intensidade, a repetição com 
pequenas nuances entres os acordes que passam desapercebidos
para quem não presta muita atenção, banda nova apareceu
por volta de 2006, você vai encontrar muita coisa legal no
youtube deles, aqui você lê um pouco mais e aproveite
para ouvir a música enquanto isso, ouça alto pra obter o
efeito que eles querem proporcionar.











terça-feira

Yacht J111 Blur - Velejando com vontade

O pessoal do Barco Blur um J111 fez esse vídeo pra
mostrar toda a intensidade que se pode ter velejando
com muito vento, velejada perfeita, subidas e descidas em
ondas, água para todos os lados, loucura e com uma
trilha sonora de fazer você sair da cadeira e dançar!!
Louco!!!


More Shades of Grey from Peter Gustafsson on Vimeo.

sexta-feira

R.I.P Prince

Você pode até achar que ele é um louco, excêntrico
e muito extravagante, mas não, ele sem dúvida 
nenhuma conseguia surfar em todas as ondas,
multi instrumentista, aliava técnicas com ótimas
composições, fiel a sua arte passava horas e mais
horas em sua mansão/estúdio para aprimorar a 
sua técnica, ele tocava 27 instrumentos e fez
vários álbuns sozinho, morreu ontem um gênio,
poucos acompanharam a sua carreira depois de ter
brigado com a Warner e trocado o seu nome por 
um símbolo impronunciável, fato que ajudou a 
jogar mais escuridão em suas histórias, autor de
35 discos, muita coisa esquisita mas fantástica 
também, ele se foi, os motivos com tempo virão
a tona, mas pouco importa...Abaixo um homenagem
a George Harrison, aonde ao lado de ótimos guitarristas
deixou a sua marca!

quarta-feira

Hino Nacional com letra reformulada

Nós não queremos para esse espaço que você
vem a procura de dar um tempo de tantas bobagens que
é obrigado a escutar, ver e compartilhar nessa
vida degringolada e louca, falar de política, falar 
de governo e essas coisas todas. Mas eu não posso
deixar de mostrar algo que eu achei de uma
sensatez tremenda, eles pegaram o hino nacional
e fizeram uma letra que tem tudo a ver com a 
nossa realidade! Espero que gostem!! 
#tchauquerida


sexta-feira

Sexta Som - Lenine - Isto é só o começo

Lenine é um dos músicos mais prolixos que apareceram
nos últimos anos, fez sucesso com um tipo de música 
universal, não tem medo de inovar e acreditar nas suas
ideias, isso sempre foi assim, desde que largou o Recife
para ir morar no Rio de Janeiro, nunca mais parou, seja
fazendo parcerias com a nata da MPB, seja com novos
músicos, é muito bom ouvir Lenine!
Espero que gostem desse documentário sobre a extensa
carreira desse músico maravilhoso!


Som da sexta - Já que é pra destruir que seja agora!

Esse trabalho é simplesmente genial, o mix de imagens
e sons é simplesmente sensacional, imagina o trampo
que deu montar tudo isso, além disso durante o vídeo ele
posta comentários imaginários das bandas e dos músicos.
Eu fiquei muito impressionado com o trabalho e como o
Som da Sexta é uma metamorfose dentro desse site que
se autointitula o Mundo da Vela, eu nunca fui e duvido que
serei tão bem representado, o vídeo é grande mas a recompensa
inestimável! Espero que gostem pois trazer novidades
nesse mundo louco aonde tudo está em todos os lugares, é foda!
E por favor, compartilhem o trabalho desses caras, eles
merecem...

History of Rock from Ithaca Audio on Vimeo.


Marcelo Adnet - Gênio!

Eu conheci o Adnet na extinta programação da MTV, 
desde o primeiro momento dava pra notar a genialidade
dele, incrível, agora na tutela do "Tá no Ar" ele mostra
ainda mais a sua personalidade contestadora, mesmo 
dentro dos padrões da Globo ele faz a sua voz ser
ouvida, aqui junta o polêmico amor de Chico Buarque
ao PT as viagens de nossos novos ricos aos Estados 
Unidos a sutileza é gigantesca. Gênio!!!


Gênio!!!!!!!!! from vento e som on Vimeo.

quarta-feira

Naná Vasconcelos - O Gênio se foi...

 Texto extraído do Uol, o Vídeo abaixo foi de minha escolha,
 uma obra de arte criada por ele e por Jean Luc Ponty.




Apesar de ter vivido mais de 30 anos fora do Brasil, ganhado oito prêmios Grammy, gravado em Paris e Los Angeles e tocado com Don Cherry, Miles Davis, Pat Metheny, Jack DeJohnette, Gato Barbieri, raras vezes se viu um brasileiro tão brasileiro quanto Naná Vasconcelos. Era corriqueiro encontrar o percussionista em um chope no Filial, numa roda de conversa na Bodega do Veio ou num papo improvisacional infinito na universidade aberta da noite do mundo. Era aguardado pelo grupo Barbatuques para um show no Sesc Vila Mariana, nos próximos dias 12 e 13 (para quem produziu o disco Ayú).

Conhecia e se relacionava com profundidade com os mestres da cultura popular de sua terra, como Dona Olga, matriarca da Nação Maracatu Estrela Brilhante de Igarassú, e Dona Juracy, presidente dos Caboclinhos Tribo Canindé do Recife (ambas as agremiações fundadas no século 19). Essa ponte entre o cosmopolita e o regional foi um legado que Naná soube manusear com rara habilidade. E contrabandear mundo afora.

Como ele mesmo explicou, sua importância internacional (ao lado de Airto Moreira) foi ter bagunçado o coreto do jazz tradicional, que admitia até aquele momento apenas a percussão afro-cubana --que chegara aos Estados Unidos por intermédio de Dizzy Gillespie e outros exploradores. "Quando nós, brasileiros, entramos, era pinico, caçarola, apito, grito. Todo mundo queria os brazilian boys", dizia.

Era um berimbau livre, que triturava do maracatu brasileiro ao reggae jamaicano, do jazz americano ao afro-pop matricial, do choro ao samba. Como Hermeto Pascoal, escolhia o instrumento conforme o som, e a queixada de burro não era exotismo, era sonoridade. Não conhecia a chamada barragem cultural: andou com David Byrne e os Talking Heads e astros do rock. Sua última grande celebração foi no Rec-Beat, em fevereiro. Agitava as convicções arraigadas nas noites jazzísticas de Nova York com sua banda Bush Dancers (que tinha, entre seus integrantes, Trilok Gurtu).

Mas sua contribuição é mais ampla do que suas performances inesquecíveis como o maior percussionista vivo do Brasil. Inseria, entre suas composições rigorosas, canções de seus conterrâneos mais destacados, de Elomar a Gismonti e Villa-Lobos. Fazia trilhas para o cinema, como a de "Os Filhos do Gigante", do cineasta francês Pascal Vasselin, e "O Menino e o Mundo", de Alê Abreu (que disputou o Oscar e é a história de um menino que deixa seu lar para conhecer o mundo, como Naná).
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Veja fotos da carreira de Naná Vasconcelos18 fotos
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Nana Vasconcelos foi eleito oito vezes o melhor percussionista do mundo pela revista americana "Down Beat". O músico tratava de um câncer no pulmão desde 2015, quando chegou a se submeter a sessões de quimioterapia. No mesmo ano, ele recebeu título de doutor honoris causa pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Leonardo Wen/Folha Imagem

Aos 12 anos, já tocava profissionalmente para viver. Aos 17, com o Quarteto Yansã, foi para Lisboa, primeira parada internacional do jovem percussionista. Voltou para Recife, foi para o Rio, tocou com Capiba, depois morou com Glauber Rocha em Nova York (o que lhe rendeu fãs como os cineastas Bernardo Bertolucci e Jean-Luc Godard).

E, como Carlinhos Brown, achou por bem restituir a ventura com que o destino o fez sair da periferia pobre do Sítio Novo para o mundo e passou a cuidar dos meninos do Recife depois de famoso. Criou, com Gil Jardim, em 1984, os projetos ABC Musical e Língua Mãe, no qual se dedicava ao ensino da música para crianças. Na abertura do Carnaval pernambucano, era seu toque que abria a festa, regendo 17 nações de maracatu, 600 batuqueiros em fúria.

Político e politizado, integrou o Quarteto Livre de Geraldo Vandré, com o qual o mítico compositor da chamada música de protesto fez o derradeiro show em Goiânia, em 1968, antes de desaparecer para sempre nos interstícios da ditadura. Com Egberto Gismonti, gravou em 1976 um disco referencial da música brasileira, "Dança das Cabeças".

Agitador cultural, abria espaços físicos para lecionar, dirigiu o Percpan (Panorama Percussiva Mundial), que se tornou um dos mais notáveis festivais de música do país. Usava seu prestígio para transitar entre os mundos e mantinha a música em um processo de existência física, dentro dos lugares que ela mais precisava habitar.

Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, foi o autodidata mais sofisticado que a música brasileira viu passar no último meio século. "Quando você aprende teoria musical por livros, precisa sempre consultar os textos. Quando você aprende com o corpo, é como andar de bicicleta. Seu corpo se lembra", disse, ao "Diário de Pernambuco".

No dia 27 de fevereiro, fez o que é considerado seu último show, dois dias antes da sua internação, justamente no Candyall Ghetho Square, em Salvador, com o celista Lui Coimbra. Lá, ele teria dito: "Estou doente e, quando descobri o câncer, pensei: se eu tiver que ir, eu vou, se eu tiver que ficar, eu fico. Eu estou ficando com a mente cheia de vida, e o coração cheio de músicas e mantras. Ao meu redor, uma miscigenação de pessoas orando por mim. Eu só tenho que dizer a vocês: amém, amém e amei".





sexta-feira

Sexta Som - Uma briga que nunca mais veremos

(….) A grande estrela da “Noite Brasileira” era Elis Regina, que depois de 15 anos tinha saído da polygram para assinar com o seu velho amigo André Midani na Warner. A gravação de um disco ao vivo em Montreux era parte importante do novo contrato, para dar um impulso a sua carreira internacional.(…) Com César Camargo Mariano [ pianista, arranjista e marido] e um pequeno grupo de músicos de alto nível (…) Elis montou um show com seus grandes sucessos

(…)A lotação do velho Cassino de Montreux estava esgotada há dias e Hermeto Pascoal, vindo de gravações com Miles Davis, e idolatrado nos meios jazzísticos faria a primeira parte da “Noite Brasileira”.


Depois do ensaio , impressionado com a multidão que queria ver o show e não tinha entradas, o director do festival Claude Nobs pressionou o seu velho amigo André que convenceu Elis a fazer uma matinê-extra, às três da tarde no dia do show. Na matinê superlotada, Elis arrasou. Cantou com segurança, técnica e discreta emoção um repertório de alto nível(…). Fez o show como se fosse um ensaio geral. Como a preparação para a grande noite.


A noite, no show de abertura, Hermeto Pascoal e os seus músicos fizeram a casa vir abaixo, foram aplaudidos de pé durante 15 minutos, com o público gritando e exigindo mais.


Depois de um intervalo de meia hora, com uma orquídea azul nos cabelos, como Billie Holiday, Elis entrou no palco do Cassino de Montreux. Com um vestido longo e um penteado que a faziam mais velha, Elis parecia nervosa e tensa, cansada e intimidada, quando começou a cantar. (…) Não cantava mal, cantava com precisão e cautela, sem tentar qualquer efeito. Na coxia, André entrou em pânico, pensou que Elis ia desmaiar. Entrou em palco com um copo de água que ela bebeu imediatamente. O Show continuou.

(…)No palco Elis sofria intensamente, como se não estivesse fazendo o que mais gostava na vida, mas cumprindo um doloroso dever. O show terminou com muitos aplausos mas muito menos intensos que os de Hermeto. Elis estava exausta e saiu rapidamente do palco.

Na meio da gritaria, Claude chama de volta Hermeto Pascoal, que tinha assistido todo o show de Elis na coxia.

Recebido com uma espectacular ovação, o bruxo albino se encaminhou vitorioso para o piano enquanto, de surpresa, Claude chamava de volta Elis Regina! Sempre altamente competitiva, Elis sabia que tinha perdido a noite para Hermeto. Frustrada e furiosa, entrou no palco pisando duro e sorrindo tensa para o público.


Silencio total, piano e voz. Hermeto começa a tocar “Corcovado” e quando Elis começa a cantar, suas harmonias começam a se transformar, dissonâncias surpreendentes começam a brotar do piano, é cada vez mais difícil para Elis – ou para qualquer cantor do mundo – se manter dentro da mesma tonalidade, tantas e tão sofisticadas são as transformações que Hermeto impõe, tornando o velho clássico quase irreconhecível, genialmente irreconhecível. E Elis lá, respondendo a todos os saques do bruxo, com uma precisão que o espantava e o fazia mudar ainda mais os rumos de uma canção não ensaiada.




Na corda bamba e sem rede, Elis cantava como uma bailarina, como uma guerreira, como um músico. Hermeto arregalava seus olhos vermelhos atrás dos óculos. Elis crescia a cada nota, à cada frase de seus improvisos e scats, a cada compasso de seu duelo com Hermeto. Foram delirantemente aplaudidos.

Quando Hermeto começou a tocar “garota de ipanema” ( que Elis odiava e jurava que jamais cantaria em sua vida) ela baqueou. Mas logo se recuperou e cantou todo o vigor, como se fosse a última música de sua vida, vitou a música pelo avesso(…) imitando uma menininha dengosa, rindo e debochando, provocou o Hermeto, voou com ele diante da plateia electrizada.
Com o público em pé, “Asa branca”, Elis e Hermeto no round final, o baião de Luís gonzaga em ambiente free-jazz e atonal, harmonias jamais sonhadas se cruzando com fraseados audaciosos de Elis, trocas bruscas de ritmos e andamento, propostas e respostas, tiros cruzados, arte musical de altíssimo nível protagonizada por dois virtuosos.

Ao meu lado, meu velho amigo Nesuhi Ertgun (…) experimentado crítico de jazz, que acompanhou a carreira de Miles Davis e outros génios,(…) disse que raras vezes tinha testemunhado um dueto tão emocionado, tão técnico, tão audacioso. Saiu do Cassino eufórico, me convidando para celebrarmos num jantar com André e Elis. Festejada por Nesuhi, Elis foi a contragosto, quase não falou, mas disse para André, ameaçadora: “Esse disco não vai sair, não é?”
[Epílogo]


(…) Elis sabia que o disco ao vivo em Montreux que poderia impulsionar a sua carreira, internacional não sairia. Porque ela não queria, porque tirando os números com Hermeto, ela achava que o resto não valia a pena, não tinha cantado bem. Achava que tinha chutado um pênalti para fora. De volta ao Brasil exigiu de André um juramento de que nunca lançaria aquela gravação, nunca, nem depois que ela morresse. Elis morreu pouco depois aos 36 anos e André não pensou mais no assunto. Até que uma tarde, dois anos depois, André pensava em Elis quando sentiu um arrepio e se lembrou: o show dela à tarde em Montreux, o show-extra que acabou exaurindo-a e prejudicando sua perfomance nocturna, tinha sido muito bom….e também tinha sido gravado!



Pediu as fitas e sozinho no seu escritório ouviu e chorou e ouviu e chorou, se lembrou de tudo e decidiu, por amor e admiração – e justiça- contrariar o juramento ao pedido de Elis feito no calor da emoção e da decepção da noite fatídica em Montreux. E constatou que sim, a performance dela com Hermeto era realmente extraordinária, e até ela, mesmo furiosa ( com ela mesma) depois do show reconhecera. André seleccionou cinco faixas do show à tarde e juntou-as às três com Hermeto num LP lançado discretamente e sem maiores repercussões como “Elis em Montreux”. (….) disco histórico.

texto de Nelson Motta, retirado das notas da brochura da reedição remasterizada do álbum "Elis Regina - Montreux Jazz Festival", colecção Warner Arquivos, Warner. Outubro 2001.







Som da sexta - Stevie Ray Vaugham

Stephen "Stevie" Ray Vaughan nasceu em 3 de outubro de 
1954 no Texas. Foi um guitarrista, cantor e compositor de 
blues  norte-americano. Vaughan começou a tocar guitarra 
aos sete anos de idade, inspirado por seu irmão mais velho 
Jimmie. Em 1971, ele abandonou a escola e se mudou para 
Austin no ano seguinte. Ele tocou com inúmeras bandas, 
ganhando um lugar no grupo de Marc Benno, o Nightcrawlers, 
e mais tarde com Denny Freeman no Cobras, com quem continuou 
a trabalhar até o final de 1977. Em seguida, ele formou seu 
próprio grupo, Triple Revue Threat, antes de renomear a banda 
para Double Trouble após a contratação do baterista Chris 
Layton e o baixista Tommy Shannon. Ele ganhou fama depois 
de sua performance no Montreux Jazz Festival em 1982, e em 
1983 o seu primeiro álbum de estúdio, Texas Flood,que foi um 
grande sucesso. O álbum de dez canções foi um lançamento bem 
sucedido comercialmente, vendendo mais de meio milhão de 
cópias. Ele encabeçou turnês com Jeff Beck, em 1989, e Joe 
Cocker, em 1990. Sua trágica morte ocorreu em um acidente de 
helicóptero no dia 27 de agosto de 1990, com a idade de 35 
quando era o líder da Double Trouble. Depois de tocar com Eric 
Clapton, Stevie tomou um dos helicópteros junto aos integrantes 
da banda que infelizmente bateu no pico de um morro matando 
todos a bordo. O mundo perdeu este grande artista em 1990, 
mas parece que foi ontem. Indicação de uma gata roqueira! 
Nesta performance fantástica consegue fazer melhor que 
Jimi Hendrix, será? 

Stevie Ray

Som da Sexta - David Gilmour Rattle That Lock

David Jon Gilmour nasceu em Cambridge no dia 6 de 
março de 1946, é um guitarrista, saxofonista, compositor 
e cantor britânico, vocalista da banda inglesa Pink Floyd, 
tendo também editado álbuns a solo bem como colaborado 
com outros artistas. Depois da saída de Roger Waters a meio 
da década de 1980 tornou-se a principal figura da banda. 
Foi considerado o 14º melhor guitarrista do mundo pela 
revista norte-americana Rolling Stone. Tocou em São Paulo 
no ultimo 11 de dezembro seu novo álbum Rattle That Lock. 
Boa sexta a todos!

Rattle That Lock

Som da Sexta – Jethro Tull Eterno

Jethro Tull foi uma banda de rock inglesa formada em 1967. 
Sua música é caracterizada pelas letras, o estilo vocal cheio de 
maneirismos e o trabalho único na flauta mágica de seu líder 
Ian Anderson, além de uma complexa e pouco usual construção 
musical. Inicialmente calcado no estilo blues rock, o Jethro Tull 
acabou por incorporar a seu som elementos de música clássica, 
folk, jazz, hard rock e art rock. A banda vendeu mais de 60 milhões 
de discos ao redor do mundo. Infelizmente os músicos separam 
em 2011 dando fim a banda. 
Espero que gostem! 

Jethro Tull This is not love

Álbum completo 

Som da sexta - Mister Johnny Cash

Johnny Cash, nasceu em Kingsland no estado da Geórgia em 1932, 
foi um cantor e compositor norte-americano de música country, 
conhecido por seus fãs como "O Homem de Preto". Em uma carreira 
que durou quase cinco décadas, ele foi para muitas pessoas a 
personificação do country. 
Curtam Solitary Man e um ótimo final de semana!

Mister Johhny Cash

Som da sexta - Rory Gallagher

Sen-sa-cio-nal! 
Rory Gallagher nasceu na Irlanda em 1948, compositor, líder
 de banda e multi instrumentista, foi considerado um dos melhores 
guitarristas de todos os tempos pela revista Billboard. Comprou
 sua primeira guitarra em agosto de 1963 por apenas cem libras,
 uma sunburst 1961 Stratocaster, e nunca mais se separou dela
 até sua morte em 1995 com apenas 47 anos. 
Aumentem o som!
Shadow play ao vivo!

Som da Sexta - Jonh Mayer - Someday I´ll Fly

Já faz algum tempo que eu penso em colocar esse super
documentário nessas páginas amareladas pelo tempo,
porém sinceras como sempre, esse vídeo trás a tona em
detalhes a vida de John Mayer, guitarrista americano que
se inspirou nos grandes para chegar aonde chegou, no auge
do sucesso, tomado pelo poder da fama, misturado com 
álcool e drogas fez declarações que custaram muito caro a
sua carreira, arrasado, triste e sem rumo, resolveu comprar
uma fazenda em Montana e lá recomeçar, tudo isso é mostrado
em detalhes nesse documentário de Eastwood Allen, filho
de Clint, talvez não tão bom como seu pai, mas muito superior
a toda a mesmice que vemos todos os dias em nossos televisores!
Espero que gostem, mas assistam com tempo, será um desperdício
não assistir até o fim....


Tem certeza que você não vai ver tudo isso? errata

Volvo Ocean Race
Realmente teremos um fim de semana sensacional, com 
a largada da VOR, amanha as 14hs, com certeza vamos
colocar o link, agora só estou postando um vídeo com a 
imagens que marcaram até agora as pernas percorridas,
imagens feitas pelos homens de mídia do barco, incríveis,
molhadas e sensacionais. No Domingo a Largada, rumo
a Europa, as 14 horas também.





SPINDRIFT
 

Quando esse super trimarã foi adquirido pela família
Bertarelli, poucos achavam que eles iriam tentar
quebrar o Troféu Julio Verne, um dos últimos títulos
conquistado por essa embarcação incrível, pois não é que
eles vão tentar isso, eles mudaram muitas coisas no barco,
só o novo mastro é 25% mais leve, pesando 500 quilos custou 160 mil 
dólares, mas talvez eles não saibam, o vento vem de graça
e quando quer...Sinceramente, NÃO CONSEGUEM!!!

Erramos, foi colocado que o mastro pesava 500
quilos a menos e na verdade ele pesa 500 quilos.
Nosso amigo Guilherme da Cunha nos avisou!
Obrigado Guilherme e desculpas, talvez teremos
que fazer alguns cortes...rs




 TP 52 Super Series

Até que enfim vai começar a Super Série dos
fantásticos TP 52, o Tio Edu vai estar com o
seu Quaquentésimo Phoenix, as regatas são
sempre incríveis e eles prometeram que teremos
stream alive, seria fantástico poder ver algumas
dessas regatas ao vivo, eu não sei se vai funcionar
no nosso continente, mas esperamos esperançosos 
e torcendo muito para que o Brasil faça bonito na
Vela mais uma vez, já que no futebol até para time
do Paraguai perdemos....Abaixo o Teaser da parada.
Começa dia 19, na quarta feira!!



Chico Anísio fazendo uma piada sobre velejadores!
Maravilha!!




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